domingo, fevereiro 29, 2004

O GUARDADOR DE REBANHOS (XVI)

Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois
Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada,
E que para de onde veio volta depois
Quase à noitinha pela mesma estrada.

Eu não tinha que ter esperanças - tinha só que ter rodas...
A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco...
Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas
E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco.

Alberto Caeiro
ando tão esquecida

sábado, fevereiro 07, 2004

Será possível que nada se cumprisse?
Que o roseiral a brisa as folhas de hera
Fossem como palavras sem sentido
- Que nada sejam senão seu rosto ido
Sem regresso nem resposta - só perdido

Sophia de Mello Breynner

quinta-feira, dezembro 04, 2003

sexta-feira, novembro 28, 2003

eram sete e o pequeno almoço começava às sete e meia. fui sair para fazer tempo, já não estava a chover. o mar era dos dois lados, mas mais perto do lado norte. atravessei a estrada e logo a seguir estavam as dunas. estavam azuis. não me lembro de antes ter visto dunas assim azuis. a estrada também estava azul. e o céu na maior parte azul e o mar azul. estava tudo frio e azul. eu tirei fotografias e são azuis. não estava a delirar.