O GUARDADOR DE REBANHOS (XVI)
Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois
Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada,
E que para de onde veio volta depois
Quase à noitinha pela mesma estrada.
Eu não tinha que ter esperanças - tinha só que ter rodas...
A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco...
Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas
E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco.
Alberto Caeiro
quinta-feira, fevereiro 26, 2004
sábado, fevereiro 07, 2004
sexta-feira, novembro 28, 2003
eram sete e o pequeno almoço começava às sete e meia. fui sair para fazer tempo, já não estava a chover. o mar era dos dois lados, mas mais perto do lado norte. atravessei a estrada e logo a seguir estavam as dunas. estavam azuis. não me lembro de antes ter visto dunas assim azuis. a estrada também estava azul. e o céu na maior parte azul e o mar azul. estava tudo frio e azul. eu tirei fotografias e são azuis. não estava a delirar.
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