quinta-feira, fevereiro 08, 2007

quarta-feira, agosto 30, 2006

aos vivos 1
a família fez uma fogueira no relvado. cozinharam e comeram e agora descansavam. as crianças tranformaram em rio o triste lago e brincavam e saltavam para a água e riam e gritavam e corriam nuas. e a policia não veio. eu lembrei-me de quando queria ser cigana. às vezes ainda quero

aos vivos 2
mas lembrei-me também, e não queria. não aqui, neste monumento que detesto, por lembrar, da forma mais errada, quase glorificar, a guerra injusta. lembrei-me de quando não havia rapazes.
e lembrei-me, ao ver o menino a correr nu (mas este ria), da outra fotografia de meninos, a que correu mundo, a da outra e paralela e simultânea e injusta guerra.

sexta-feira, setembro 02, 2005

huguinho, luisinho, zezinho
quando construíram o freeport de alcochete, deram cabo de uma lagoa onde havia ninhos.
a gente do rio, ao ver o que ia acontecer, apanhou os ovos e deu-os a chocar aos patos mudos, quer dizer, às patas mudas :)
os alfaiates, os pernalongas e os maçaricos, mal souberam voar, fugiram. mas os patos reais continuaram a andar por ali. quando ouvem chamar vão comer ao galinheiro. depois, voam outra vez para o estuário.
estes três patinhos já são da segunda geração
:)

sábado, janeiro 08, 2005

a bem dizer
já bloguei que chegue e sobre
no tempo em que ter um blogue
era coisa divertida

mas hoje em dia
corro o risco de encontrar
o meu vizinho a blogar
e quero estar escondida

:DD