domingo, dezembro 29, 2002

LES AMOUREUX DES BANCS PUBLICS


Les gens qui voient de travers, Pensent que les bancs verts, Qu'on voit sur les trottoirs 
Sont faits pour les impotents ou les ventripotents
Mais c'est une absurdité, Car, à la vérité, Ils sont là, c'est notoire 
Pour accueillir quelques temps les amours débutants

Les amoureux qui s'bécotent sur les bancs publics, Bancs publics, bancs publics 
En s'foutant pas mal du r'gard oblique, Des passants honnêtes
Les amoureux qui s'bécotent sur les bancs publics, Bancs publics, bancs publics 
En s'disant des « je t'aime » pathétiques, Ont des p'tites gueules bien sympathiques

Ils se tiennent par la main, Parlent du lendemain, Du papier bleu d'azur 
Que revêtiront les murs de leur chambre à coucher
Ils se voient déjà douc'ment, Elle cousant, lui fumant, Dans un bien-être sûr
Et choisissent les prénoms de leur premier bébé... 

Refrain

Quand la sainte famille Machin, Croise sur son chemin, Deux de ces malappris 
Elle leur décroche hardiment des propos venimeux 
N'empêche que toute la famille, Le père, la mère, la fille, le fils, le saint-esprit 
Voudrait bien de temps en temps, Pouvoir s'conduire comme eux.

Refrain

Quand les mois auront passé, Quand seront apaisés, Leur beaux rêves flambants 
Quand leur ciel se couvrira de gros nuages lourds 
Ils s'apercevront émus, Qu'c'est au hasard des rues, Sur un d'ces fameux bancs 
Qu'ils ont vécu le meilleur morceau de leur amour 

Refrain x 2


georges brassens. fui buscar aqui


o matusca fez-me esta bandeirinha

sexta-feira, dezembro 27, 2002

Parasitas

No meio duma feira, uns poucos palhaços
Andavam a mostrar, em cima dum jumento
Uma aborto infeliz, sem mãos, sem pés, sem braços,
Aborto que lhes dava um grande rendimento.

Os magros histriões, hipócritas, devassos,
Exploravam assim a flor do sentimento,
E o monstro arregalava os grandes olhos baços,
Uns olhos sem calor e sem entendimento.

E toda a gente deu esmola aos tais ciganos:
Deram esmolas até mendigos quase nus.
E eu, ao ver esse quadro, apóstolos romanos,

Eu lembrei-me de vós, funâmbulos da cruz,
Que andais pelo universo, há mil e tantos anos,
Exibindo, explorando o corpo de Jesus.

Guerra Junqueiro in A Velhice do Padre Eterno

(lembrei-me da minha avó e do meu avô
e das coisas que nos ensinavam)

domingo, dezembro 22, 2002

sexta-feira, dezembro 20, 2002

no google, à procura do reizinho, dei com este site. chama-se comiclopedia, e estão lá todos. até o rafael bordalo pinheiro.
isto está lá. é do pratt

quinta-feira, dezembro 19, 2002

Daqui, desta Lisboa compassiva,
Nápoles por suíços habitada,
onde a tristeza vil e apagada
se disfarça de gente mais activa;

daqui, deste pregão de voz antiga,
deste traquejo feroz de motoreta
ou do outro de gente mais selecta
que roda a quatro a nalga e a barriga;

daqui, deste azulejo incandescente,
da soleira de vida e piaçaba,
da sacada suspensa no poente,
do ramudo tristolho que se apaga;

daqui, só paciência. amigos meus!
Peguem lá o soneto e vão com Deus...

Alexandre O'Neill


mandou o pedro, com desejos de boas festas

a minha ana chegou. a minha casa encheu :)

terça-feira, dezembro 17, 2002



é bonita a capa. por dentro deve ser mais. já está pronto e à venda o livro desta outra ana

:) :) :) estou tão contente :) :) :) a minha ana está quase a chegar :) :) :)

domingo, dezembro 15, 2002

Pode Alguém Ser Quem Não É?

Letra e Música de Sérgio Godinho

- Senhora de preto
diga o que lhe dói 
é dor ou saudade 
que o peito lhe rói
o que tem, o que foi 
o que dói no peito?
- É que o meu homem partiu 

- Disse-me na praia
frente ao paredão 
"tira a tua saia 
dá-me a tua mão
o teu corpo, o teu mar 
teu andar, teu passo
que vai sobre as ondas, vem" 

Pode alguém ser quem não é? 
Pode alguém ser quem não é? 
Pode alguém ser quem não é? 

Seja um bom agoiro
ou seja um bom presságio 
sonhei com o choro
de alguém num naufrágio 
não tenho confiança
já cansa este esperar 
por uma carta em vão 

"Por cá me governo" 
escreveu-me então
"aqui é quase Inverno 
ai quase Verão
mês d'Abril, águas mil 
no Brasil também tem
noites de S. João e mar". 

Pode alguém ser quem não é? 
Pode alguém ser quem não é? 
Pode alguém ser quem não é? 

Mar a vir à praia
frente ao paredão 
"tira a tua saia dá-me a tua mão
o teu corpo, o teu mar 
teu andar, teu passo
que vai sobre as ondas, vem"

Pode alguém ser livre 
se outro alguém não é 
a corda dum outro 
serve-me no pé
nos dois punhos, nas mãos,
no pescoço, diz-me:
Pode alguém ser quem não é? 

Pode alguém ser quem não é? 
Pode alguém ser quem não é? 
Pode alguém ser quem não é?



(fui buscar para a iza)



segunda-feira, dezembro 09, 2002

domingo, dezembro 08, 2002




quem nunca lá foi não imagina. e há quem tenha medo de lá ir. eu digo que é o centro cultural mais importante de lisboa: é multi-cultural.
passo por lá várias vezes para fazer compras. nesta altura do ano não falho. é lá que se encontram as capulanas, os condimentos, os cestos de bambu para cozinhar em vapor, as roupas mais brilhantes e mais coloridas, as bugigangas, as contrafacções, os objectos indescritíveis.
lá, estou em minoria étnica, seja o que for que isso queira dizer.



o melhor tali de lisboa é o que se come no centro comercial da mouraria. custa 4 euros, sorrisos incluídos.